Páginas
1.3.09
27.2.09
vai pra casa para sair de si.
20.2.09
18.2.09
CASUAL
16.2.09
4.2.09
queria mesmo um descanso das propagandas de carro.
3.2.09
português-inglês
lembro da minha vida dos outros. durmo.
13.1.09
quase não sobra nada
desacompanhadas
sobra um pedaço perto do fim
sobra uma volumosa e amarga demência
sobra o tempo
passou"
fabio trummer e junio barreto
6.1.09
23.11.08
branco. um guardanapo amassado em forma de flor. besteiras dele. ainda ali. como os barquinhos, pássaros, aviões que fazia com todo pedaço de papel que encontrava. nota fiscal, panfleto, guardanapo. incrível como não podia controlar. uma mania absurda. abandonava qualquer conversa pras fazer as estúpidas dobraduras. e as deixava em todo lugar. na mesa do bar, nas janelas, no bolso da camisa.
uma buzina. o sinal está verde. larga a bolsa no colo. parte. dobra à esquerda e segue paralela à praia. outro sinal. agora, o cigarro. acende, abre a janela. pega a pequena flor. branca, amassada. a mão a segura do lado de fora. e depois solta. o carro anda, a flor pequena voa na fumaça cinza dos escapamentos.
21.10.08
sentiu ainda na boca o gosto da fumaça que transpirava.
13.10.08
12.10.08
10.10.08
3.10.08
esperava a hora em que ia pingar.
2.10.08
ficou em casa molhado e cinza e suspenso como o dia.
1.10.08
pra que serve um solstício se minha primavera não chega.
22.9.08
mas o eco de um violão
que o fazia acordar
todas as noites
às três e quarenta da manhã
pr aligar e desligar a tevê azul
pra sentar e deitar
virar e virar e desforrar o lençol da cama
e não pensar mais em nada
só ouvindo ecoar
o som das cordas espessas
presas
indo e voltando
batendo
nas paredes nas quinas nos cantos
daquele quarto vazio
flutuante
21.9.08
17.9.08
vem cá
daquele jeito nosso
que me faz pensar nas flores
do arranjo de mesa da tua sala de estar
chega mais perto
põe minha mão na tua
me puxa
daquele jeito solto
que quase deixa encostar teu pé no meu
e faz dançar a tua saia verde e a minha bermuda jeans
aí me abraça apertado
daquele jeito junto
com o corpo inclinado
e a cintura chamando minha mão a rodar
depois encosta tua cabeça na minha
do teu jeito de lado
que faz misturar a minha barba e o teu cabelo enrolados
e me mostra o teu pescoço a beijar
e empresta teu ouvido à minha boca
prela te contar um segredo
prele ouvir em palavra
o que teu corpo conhece em beijo
16.9.08
sou pessoa que não escorre.
5.9.08
cada gora de chuva que suja a cortina branca me mancha das coisas deque me escondo, não só nos sábados, mas todos os dias. fecharia a janela. mas não arrisco me levantar. um vento. um trovão. o clarão. acordo vermelho. mao na cabeça.
acordo.
4.9.08
talvez tomar uma aspirina. ouvir uma música calma. ver um filme engraçado. ou ler alguma coisa interessante.
no branco da cortina eu vi bem claro que nem caetano ou adriana calcanhoto. nem guimarães nem bandeira. nem almodovar nem chaplin. nada me acalmaria naquela noite.
nem mesmo aquele cafuné que tava me fazendo tanta falta.
30.8.08
dias
pra pensar nada
pra me vacinar
pra não ouvir os carros que passam
na avenida recife
fico só
com meus íntimos
e esquecimentos
fico só pra lembrar que amanhã é domingo
25.8.08
quis desatar seu nó no umbigo. não consegui. fiz então um outro caminho. tentei olhar dentro dela por um cantinho escondido quela tem por trás do joelho. olhei bem pra tentar ver tudo. olhei uma vez e outra. depois de novo.
vi uma menina que brincava com o sol. ela dançava por tdo o seu corpo. e parava. parava de um jeito bonito. como se ensaiasse cada intervalo. como se não se mover fizesse parte de sua dança. ela corria e pulava, e gritava coisas queu não conseguia entender. e seu corpo crescia e se esticava conforme fosse sua vontade. depois se encolhia para voltar ao normal.
fechei o buraquinho que fiz. abri o olho do lado de fora. deitei novamente ao seu lado. me deu um beijo no nariz e no cantinho da boca. me abraçou. seu coração falou com as palavras que conhece e seus olhos luziram. não pensei de novo em olhar dentro dela.
29.7.08
transetando
num outro espaço
que não dá lugar
nem à saudade nem ao conforto
me encolho
olho pra dentro
e vejo o que não senti
nem lá nem aqui
25.7.08
hortelã
Beijo bala de hortelã
Do abraço exposto na cidade
Longas horas das manhãs
Há de lembrar dos fins de tarde
Em céu laranja o adeus do sol
E o sabor do chocolate
Em noites frias luva e lã
Do tempo tido como eterno no início da paixão
Pra sempre, sempre repetido nos sussurros do amor
Do sorvete dividido nas calçadas de verão
E dos segredos prometidos no primeiro réveilon
Deixa a vida lhe trazer recordações
(alvinho e ivor lancelloti) - fino coletivo
27.6.08
Festa do Band Aid: pra curar sua ressaca
"Festa do Band Aid: pra curar sua ressaca"
O mês de Junho costuma ser o período de maior valorização das raízes regionais e da cultura tradicional pernambucana. Por todo Pernambuco se espalham festas regadas às manifestações mais tradicionais, valorizando a cultura popular de raiz. As festas juninas abrem espaço para os bacamarteiros, os coquistas, o forró pé-de-serra, a cantoria, a embolada. Mas passado o feriado de São João, as festividades seguem com mais escassez. O fim-de-semana de São Pedro costuma ser pouco lembrado.
Pensando nisso, o Coletivo Band Aid promove a festa de pré-lançamento do seu blog em homenagem ao santo padroeiro dos pescadores e detentor das chaves do paraíso. Que o velho São Pedro, arriminado de tanto ser esquecido pelos amostramentos de São João, resolveu abrir as portas do céu neste sábado, a partir das 15h, para quem se chegar no Bar de Salete, na Avenida Norte.
A "Festa do Band Aid: pra curar sua ressaca" vai reunir em uma mesma tarde a tradição dos poetas regionais, representados na figura do poeta Antônio Marinho, a embolada do coco com a apresentação do Mestre Galo Preto e o forró tradicional de pé-de-serra com a banda Pé-de-Calçada. O ingresso custa R$ 3 (três reais).
O Bar de Salete, também conhecido como Cantinho da Juli, é um recanto tradicional da Avenida Norte. Moradora no bairro de Casa Amarela, há mais de 20 anos, Salete oferece o próprio terraço para os visitantes que chegam para conferir seu arrumadinho e os seus caldinhos tradicionais. A vista panorâmica para a cidade do Recife é uma dos maiores agrados do bar, que conquista clientes fiéis. O Bar de Salete é a última casa de muro verde, na Rua Manoel Apolinário, n.º 158, transversal da Av. Norte, na altura da Concessionária Motoparts da Honda, logo depois do Sesc de Casa Amarela. O bar será especialmente decorado para a tarde com muito arrastapé, correio de amor, cerveja gelada e os quitutes de Dona Salete.
SERVIÇO:
o quê? Festa do Band Aid: pra curar sua ressaca
com quem: Antônio Marinho, Mestre Galo Preto e Pé de Calçada
quando: sábado, 28 de junho
onde: Bar de Salete (Rua Manoel Apolinário, 158, a rua da concessionária Honda na Avenida Norte)
quanto: r$3 (três reais)
hora: 15h
Coletivo Band Aid – Formado no início de 2008, o coletivo é um grupo de divulgação da música pernambucana. O grupo mantém um blog (http://coletivobandaid.blogspot.com), atualizado diariamente com a agenda cultural da cidade, destacando sempre os eventos e notícias das bandas locais com maior expressão da cultura da região. Contatos através do email coletivobandaid@gmail.com
Interessou? Pois elas tão sorteando ingresso. pode ir lá ver!
25.6.08
22.6.08
brincando sob as ondas que o vento desenha
uma após a outra se colocavam
enchiam-se dos brilhos de si mesmas
se deixavam pintar pela luz e pela sombra
ora uma, outra de volta
iam felizes, me trazendo sorrisos
deixando em mim um cheiro
e uma lembrança de beleza imensa
Aí fiquei pensando. Será queu vou voltar a acompanhar o time. Torcer contra a equipe que está na frente no campeonato. Acompanhar todos os times da tabela jogo por jogo, pra imaginar como vai ser a próxima partida. Acho que a gente sempre se pergunta: como será que você seria se não tivesse perdido aquele hábito da infância ou da adolescência? Se não tivesse acabado aquele namoro, se não tivesse escolhido fazer jornalismo? Será que ainda seria a mesma pessoa, teria feito os mesmos amigos, comprado os mesmos discos e lido os mesmos livros? Será?
Foi pensando nisso queu esperei o jogo começar. Foi bom! Vez por outra me vi levantando o braço, sentindo aquele impulso de xingar o juiz. Comemorei dois gols contra o Vasco. E no intervalo ainda fui lembrado de duas decisões históricas (que lembro de ter assistido ao vivo em 1999 e 2000). Fiquei feliz com a vitória, vim na Internet olhar a classificação na tabela. Vi contra quem vão ser os próximos jogos, fui ver como as equipes vêm se apresentando.
Mas nem sei se vou ver o próximo jogo. Acho quessas coisas são sempre assim, né? Como uma recaída. Ficar de novo com aquela menina que você tinha dispensado; fumar só aquele último cigarro. Têm um gosto especial, talvez um saudosismo. Mas não é a mesma coisa. Não digo que foi decepcionante, mas não teve o mesmo efeito. Então eu penso: o que será que mudou? Ou, mais precisamente, quando foi que esse seja lá o que for mudou?
2.6.08
mas nao podia. não era a coisa deles. não era viver, assim.
ele a olhou de longe. parado naquele memso lugar onde dormiram por semanas. a via se afastar na grama ainda molhada. perdeu a vontade. baixou a cabeça. se ela estivesse a seu lado, lhe apertaria a mão. mas de longe não havia o que fazer.
ela, não sei que pensava. andava, se achava certa, creio. se determinava a não olhar pra trás. não hesitou sequer um passo.
ele aceitou seu lugar.
20.3.08
Maria
Mar ia me levava
Eu no seu azul imenso
Me deixava sentir seu beijo
Mar ia me abraçava
Eu no seu sopro de vento
Me deixava absorver seu calor
25.2.08
fotossíntese
pra fazer a sua foto
síntese das suas cores
escrita e síntese da sua luz
que me revela seu cheiro de campo
o sabor de seu fruto
e o brilho da sua flor
me deito
e me fixo nos seus grãos
me deixo agarrar por suas raízes
absorver e transformar em seiva
pra correr seu corpo
e virar orvalho em suas folhas
pra virar calor em meio à noite
e evaporar
15.1.08
13.1.08
então saiu de casa correndo, queria ver se impedia o céu de chorar. pisou do lado de fora e se molhou e passeou na chuva, querendo fazê-la parar de cair, e querendo ele também despencar.
30.12.07
6.12.07
dez minutos depois, quando sua mão já está bem quente, é a vez da ultrassom. sim, um aparelho de ultrassom que age no tecido inflamado. e pronto. terminou, até a próxima sessão. pra quem imaginou exercícos e repetições de estica e contrai, isso foi bem.. est.. diretente; mas faz você pensar em como as máquinas estão domindando o mundo.
27.11.07
em pé
um sonho
o balanço do carro balança a carga
que vai e segue e pára e anda
sonha nos intervalos dos sinais
e vive a esperar sua hora de saltar
21.11.07
25.10.07
vinho
derruba o copo
derruba o corpo
tudo em volta se contorce
e ela cai
mancha a mesa, escorre pelo canto
pulsa em pingos
voando ao chão
o tinto corre
se liquefaz
o cheiro do álcool inebria
toda a sala
se embriaga
no ritmo de uma vaga
ela jazz
atura a fumaça e a luz do neon
anula a carne das veias
a garrafa cheia
de brilho e de vinho
se desfaz
sente o frio, sente a espinha
sente o atrito
em volta de si
sente um grito
e cai.
29.7.07
disseca
me tira do eixo
despe a minha alma
e me tira o freio
me tira dessa dimensão
preu poder entender
traduz a minha voz,
meus movimentos
me mostra, de uma só vez,
mil sentimentos
me deixa ouvir teu samba
preu poder entender
então me toma pelo braço
me eleva
alto, e mais alto
me atravessa
me deixa ver o teu sol
preu poder entender
28.3.07
Sofia era uma borboleta
Se fingia
Se abria em asas
pra se fechar em risos
Sofia não falava nada
Só me atiçava
Apertava os olhos e o umbigo
e se ia.
21.10.06
aos poucos
Toda aquela gravidade
E toda a solicitude
São só a luz refletida
No vazio do espelho.
Todo aquele jazz antigo
Que ela ouvia por todo o tempo
Não era mais que miragem
Para entretê-la na frente
Do espaço do espelho.
Seus olhos fundos e fixos
Naquela teia de texturas
Que a envolvia lentamente
Entre as nuvens que se escondem
No verso do espelho.
http://www.flickr.com/photos/vertigem/272372305/
6.10.06
23.6.06
4.6.06
28.5.06
Busque, embaixo do travesseiro, caminhos que se escondem por lá
Então brinque com o rosa e o azul das cores
Brinque de comer flores, brinque até se cansar!
E, no fim, quando você não se segurar mais
Tudo se enrola, imóvel, naquele lençol de girassóis.
Os olhos de ostras não vão mais chorar.
8.5.06
1.3.06
30.1.06
"_____"
no jardim da sua janela.
Pra ela poder admirar sentada
no seu banquinho de quimera,
que fica ao pé daquela árvore.
Queria ouvir o silêncio do seu sorriso
quando ela visse a minha sombra
para além do sol.
Queria ver ela dançando
naquele belanço sem cordas.
Queria ver ela chorando,
queria ver ela voar.
18.1.06
brincadeira..
Vicente não conseguia deixar suas lembranças pra trás assim como fez com aquela folha amarela no chão. Era como se o vento, que sempre o guiara nas suas tempestades agora lhe trouxesse de volta a única coisa que ele queria abandonar.
Assim que entrou na farmácia, Vicente pode esquecer da folha, esquecer de tudo o que vira na rua e pedir em voz rouca:
- Quero um comprimido para dor de cabeça.
Sem que demorasse um minuto foi atendido e devolvido ao seu caminho. Ia agora para casa. Estela vinha visitá-lo precisava está preparado. Seguiu em rumo reto sem ser interrompido por folhas, fotos ou aromas quaisquer. Chegou em casa e fechou a porta. O comprimido tinha que ser tomado rápido. Estela ia chegar em poucas horas. Não é que ela fosse a visita mais importante das que ele poderia receber, afinal, trabalhava como contador para pessoas de grande relevância política. Era, no entanto, a única pessoa de quem ele gostaria de esconder as lagrimas que não derramou.
Deitou e dormiu. Talvez isso ajudasse a sumir com a dor de cabeça ou pelo menos melhorar sua aparência. Foi um sono pesado apesar de breve. As melhores três horas que Vicente desde a ultima quarta feira. Levantou-se para tomar banho. A dor de cabeça não tinha passado. E seu semblante também não parecia menos mórbido. O banho também não ajudou. Mal tinha colocado a roupa quando Estela bateu à sua porta. Atendeu. Fez com que se sentasse. Andou começar o jantar.
Estela bateu à porta nem meia hora depois. Entrou e foi à cozinha. Vicente não lhe dirigiu a palavra, ou o olhar. Continuou nos afazeres que não o ocupavam. Ela sentou-se na cadeira. Ficaram assim. Ela encarava-o. Ele fugia-lhe.
- O jantar está pronto.
Foi assim que ele terminou a conversa. Sentou-se. Serviu os dois pratos mecanicamente. Ele comia. Ela o viu terminar o prato sem levantar o talher. Ele não conseguia responder ao seu olhar.
- Pare!
- Não quer que eu coma?
- Você sabe do que eu falo.
Vicente então levantou o olhar. Não poderia mais fugir? Estela se levantou. Seu prato intocado esfriava. Vicente não o retirou da mesa. Queria, mas não podia. Não sabe o que lhe impedia de fazê-lo. Talvez a mesma coisa que o impedia de encará-la.
- Ela morreu.
- Não repita coisas para me ferir. Coisas que eu já sei!
- Parece que não se lembra.
- Eu lembro e sofro cada vez que lembro.
- Não precisa. Você não precisa se acabar.
- Mas talvez eu devesse.
Essa palavra reiniciou a conversa. Era Vicente, entretanto, que encarava Estela dessa vez. Seu olhar não tentava fugir. Estela se dirigiu à sala. Abriu a porta e saiu. Deixou-a aberta. Mas não conseguiu entender porque. Talvez achasse que ele aseguiria. não teve certeza.
Vicente não se moveu durante todo esse tempo. Nem mesmo fechou a porta. Simplesmente sentou ao lado frio de Estela. E não chorou.
num faço muita prosa, mas a comecei brincando e quis ver no que dava.
22.12.05
presente manual
em que você guarda
o passado e o futuro
coloque o céu no seu lugar
e nade o quanto quiser
na água doce do mar
enquanto o sol do farol puder te ver
e mesmo que não se possa viver nessa pintura
quem vai dizer que a sua lua é menos nova?
ou que não tem rima a nossa prosa?
abra aquela caixa
e guarde nela o brilho e a melodia
desse presente feito a doze mãos.
1.12.05
pode ser que ainda ela estremeça
ao ouvir o mais simples elogio que ele teça
a respeito de sua tão óbvia beleza
pois talvez a única coisa que ela deseja
é que ele apareça
porque quando ele a beija
não importa que amanheça
ou que ele anoiteça
e tantofaz que ela simplesmente seja
enquanto ele talvez apenas esteja
contanto que pra ela
tudo desapareça
e só ele permaneça
continue a tocá-la com aquela fina firmeza
pra que ela se aqueça
pra que ela se esqueça
sem nem perceber a destreza
com que ele apaga sua tão forte certeza
de manter a antiga promessa
de não voltar..
brincando com riams parecidas..
22.11.05
pra lara
daquelas que não pára
nem para pensar
antes de dizer o que pensa
que consegue ser sincera à mente dela
independente do que se espera
Semplesmente ela..
faz tempo q tá pronto, nem sei ainda serve..
mas vá lá, que tá aí..
27.9.05
perspectiva
e Adriana Calcanhoto
no começo da última madrugada
Queria também olhos profundos
Mas estes não os achei na despensa
O dedilhar de algumas notas no violão
talvez me acalmasse
Alguns "Versos íntimos" talvez bastassem
Se não fosse tão grande a urgência
da minha alma, se..
Ah! Se houvesse olhos profundos na despensa
19.9.05
sem edição
pensando em pensar alguma coisa
- por que eu espero
se ã hora certa não existe..
e o tempo está incessantemente nos puxando para frente
e não há como escapar
a gente se perde nos movimentos e nos tempos dos outros
cria um espaço difinido pra todos os diversos infinitos que a gente não conhece
e esquece
depois se perde.. revirando
em abstrações menores
18.9.05
before I'd held my breath so long I forgot how to breathe
before I went nuts and started to think
bout all the things I meant but have not said
bout all the fucking secrets I shouldn't have kept
bout my being hiding behind the glass
building a chain of fantastic events
that kept me stuck to the place I satnd
16.8.05
eu cheguei até um
"se fosse azul"
e parei
parei porque não sabia se queria
que fosse azul
não sabia se era direito querer
que fosse azul
o que quer que já não o fosse
e parei
parei porque não sabia se
se pode querer a mais difícil de todas as possibilidades
- mas talvez se fosse azul
... se tivesse sido azul!
29.6.05
pra pat!
e nem precisa
O singular não lhe é diferente
mas lhe faz saber seu lugar
Essa menina..
- é foda!
porque talvez nenhuma palavra,
nem ninguém, jamais, possa
ser capaz
de descrever
a verdade das suas mãos,
o sorriso do seu olhar,
e o brilho da sua risada
ainda que no meio de suas piadas.
E aí - alguém vai me perguntar - me conta,
dessa menina.
Eu não terei o que falar,
porque minhas palavras
não chegam ao lugar em que ela está!
8.6.05
menina de Olinda
da saia rodada
que gira com o mundo
num giro que embala
e me deixa mudo
Garota do cabelo comprido
dum sorriso indefinido
que me prende os olhos
e me faz querer saber quem ela é
através de seus olhos
que brilham a cada volta que ela dá
tá tudo parado
não vejo o movimento do vento
nem sinto os olhares atentos
os pássaros pesados anunciam a chuva
mas ela não caiu.
ou se caiu, ninguém viu.
Todo o vermelho dois rostos desapareceu
todods os abraços se desfizeram
só mesmo as lágrimas cairam
fazendo a gente achar que era a chuva,
que não caíra,
e ainda assim nos molhava
nada
e nada muda
deixando igual aquilo que sempre foi
o nada foge e volta
e fica, e se muda em nada
e se cala
contiua gritante, como sempre foi
that was just a dream..
numa fantasia ainda mais perfeita e onírica
me fez pensar que o real não existia
16.5.05
pra manu, agora de verdade..
tudo se apaga
é tudo alegria é tudo risada
e nesses olhos que piscam
a cada palavra
enfraçada
ela mostra e eu vejo
a harmonia duma amizade
que não será
apagada
que é curta
mas que parece
cada vez mais
eterna
que justamente por ser
singela
me acalma o coração
ao que parece
tudo pode
quando ela me pergunra constantemente
é bob?
Espero que isso seja suficiente homenagem pressa minina..
sono injusto
Talvez aquilo que consideramos verdade
não seja a tão completa mentira
Talvez assim a gente possa acordar pra enxergar a realidade
E assim vai ser possível a todos ver a beleza
de que é passível todo ser
A quela beleza interna que esse sonho mal engendrado enterra
a cada dia que passamos dormindo
Dormindo esse sono injusto
que nos é imposto
a cada novo dia
a cada nova aurora
e que
por ora
não podemos combater
mas que estará acabado
no dia em que a humanidade despertar
24.4.05
21.4.05
comportada menina mulher
transparente, assim como ela é
será feliz,
por onde quere que ela ande
sei que sim
sei que é assim que será
quem me diz?
esse sentimento bom qu'ela me dá
que eu sei que não se apagará
por onde que que venhamos a andar
sei que vai ser
pra sempre
sempre assim, é sim
eu e ela, no fim,
sem fins lucrativos
sem interesses escondidos
algo parecido com amigos
uma dupla até o fim!
5.4.05
Rimas
o que não é poesia
sou, na verdade, rimador
que se esforça por ser versista
com mais insanidades do que se pode conter
e muito mais pra falar, do que o que eu consigo dizer
28.2.05
Vão-se minhas dores, minhas tristezas
Sou só eu, sem resguardos, ou armaduras
Vão-se minhas alegrias, disfarçadas ironias
Sobro eu, meus pensamentos infindos
Vão-se minhas ideologias, estereotipadas e mesquinhas
Derrubam-se as paredes que cercam meu interior
Vão-se minhas mínguas de hipocrisia
Mostram-se minhas faces, que são uma só
Vão-se minhas máscaras, meu sol-lá-si-dó
E o que resta agora se não eu?
Vão-se, então, minhas paixões, prisões no céu
Resguardam-se agora o sarcasmo e a trivialidade
Vão-se minhas lembranças, minha criança
O que mais? Acabou, acabei...
Vão-se minhas amizades, minha tradições
Sobrei só, eu, com uma coisa a mais
Coração, rumo deturpado duma vida sem estragos.
13.2.05
blind drawing
I can recognize something i can't see
here i've got the deepest of me
confusion, mistakes, whatever...
this is everything i want to say
this is everything, this is nothing
this is just a draw, or i don't know what it is
isso foi da aula de inglês depois de fazer um desenho cego ao som de Tchaikovski
20.1.05
Que ama aquilo que não pode ter
Beijo o brilho no olhar daquela moça
Que um dia esteve aqui
Ouço as vozes do amor impossível
Luto contra tudo o que se considera invencível
E venço,
Tendo por arma o lenço, daquela moça
Que não está aqui
Olho pros lados, mas meus louros não existem
São criação e são negação
São a vitória que nunca ocorreu
A marca de uma vida inútil
No mundo fútil que inconsciente criei
No coração daquela moça
que não está aqui
Então decidi fazer valer a pena
E de certo modo fiz
E dei adeus pra sempre a ela, àquela moça
que nunca, nunca esteve aqui
flor da lira
Eu não devia, mas fiz
Poesia pra aquela moça, ali
Que é, como a Flor de Lis
Bela
E é, como só ela,
Feliz
Ela que... ela que é vida
A flor da lira
É o encanto cuja alegria
Nem o meu mais saudoso pranto
Jamais apagaria
É, com certeza
A mais pura beleza
que hoje o meu olhar conheceu.
9.1.05
Hidrostática
Eu nunca soube direito o que sigo
Não digo exatamente o que pensei
Muito menos penso no que digo
A razão nada faz pela emoção
A emoção sequer conhece a razão
Quem me conhece não me vê em mim
Quem vê acha que não me conheci
Eu sou o inverso do que sou, não sou?
Eu vivo da maneira que eles morrem
Eu nunca estive aqui onde eu estou
Parado, as pernas tentam, não correm
Procuro, ao chegar, pelo que ficou
E sofro muito mais que os outros sofrem
acho q fiz tenatando fazer um soneto, mas nada de decassílabos....
q pena!
2.1.05
pra manu
caruaru
é uma terra bem legal
é a melhor
talvez só seja, pra mim, pior
q estudar na federal
lá tem uma gente interessante
vinda de todo lugar
duns interior bem distante
ou entao da capitá
...
tá incompleto mas dá pro gasto.
ps: Manu, tu foi mermo só uma citação vici! foi mal
tava brincando de escrever em ingles....
that headache that's never leavin..
it's probabily the thought of you
with which i have to start livin
and all my mistakes that should have never been forgiven
and all of our moments that should have never been forgotten
those moments that now the tears in my eyes are making me remember
and regret the words that came out of my mouth
and the actions i now wish i didn't do
cos maybe if i havent done all that
maybe we would have been happy....
maybe we would have been.....
maybe
pra tu lu!
Luciana me perguntou como poderia me chamar. de que apelido eu gostava.mas eu num tenho resposta pra isso! nem gosto de apelidos....acho que eles são só uma imagem de mim. ou melhor a imagem q alguem tem de mim.eu naum axo q sou bob, nem pião, rodrigão, gui, ou coisa alguma. ou sou?apelidos são uma versão da minha pessoa. versão q pode ou não ser definitiva.uma fase do meucomportamento difuso. uma fase que pode ou naum se concretizar em personalidade.mas por enquanto, nem eu sei qual dessas versões é a verdadeira. ou qual dessas fases prevalecerá.por isso lu, me chame como quiser, pois se eu não sei quem sou, num posso saber como qro ser chamado!
num eh bem oq vc qria, mas inda vem, naum se preocupe.
27.11.04
tudo
que Não durAm o que DeveriAm
Não são poesiA, não são música ou viDa. são Apenas sons
que Não vAlem aquilo que atribuíDo A eles
não são tão iNesquecíveis quAnto DeveriAm ser
são apenas tijolos, que fazem coNstruções abAláveis e Destrutíveis, vAzias
NA areia DA abstração
são NADA
o quê?
O que é um amigo?
Garantem uns que é aquele que nos é verdadeiro, companheiro
Independentemente
Mas não adianta tentar saber o que é, pois só
Aquele que é entende
16.11.04
...
Acredite, viva desse jeito
No nada, no estranho gosto da ilusão
Existindo no mundo da inexistência
Sendo morte
Sem ter sorte
Acreditando no desgosto da ilusão sem pertinência
..b..e..a..t..l..e..s..
..mortadela..
Paralelas tortas infindas
Não confunda suas idéias com as minhas
Janelas mortas indecisas
Não escreva suas letras na vinha
Aquelas derrotas bem-vindas
Não alimente sua mente com farinha
A mort’dela é a volta incisiva
...
Imagens perdidas em todo lugar
Verdades escondidas ao meu redor
Não, penso, não ajo, sou alma, sou pó
Sou negação do que eu era
Sou resquício de humanidade
Rogo por piedade, não vejo resposta
Escrevo o que vem na cabeça
Pra acalmar essa mente insana
Faço-a pensar que há saída
Faço-me pensar que ela me chama
Não há voz, nem amor que nela resida
Há apenas saudade, de seu lampejo
Da sua luz que um dia me iluminara
A poucos dias, por poucos dia
Por toda uma vida
sad old project of poetry
Prolixa situação.
Estúpida estação.
Se sente somente o sol.
A luz da vida se extinguiu.
O calor do amor se acabou.
Tudo se cala.
O vento vai embora.
Só o relógio não para.
Vai mais uma hora.
Agora.
Como se pode seguir.
Não há mais espaço.
A noite do dia chegou.
Não se consegue dar mais um passo.
A paz acabou.
A fé. Sustenta. Quase agüenta.
Suporta.
Por pouco se passa.
Podemos sentir um pouco.
Podemos viver um pouco.
Podemos todos.
Podemos tudo, aos poucos.
25.10.04
laís
Encontra-se quadro, régua e giz
Lá,
Todo espetáculo tem bis
Lá,
Coloca-se os pingos nos is
Lá,
Tudo é feito como se quis
Lá,
Existe o mundo das palavras que não se diz
Lá,
Vê-se que a vida pode ser feliz
Lá,
Ouve-se sempre o canto do perdiz
Lá,
Nada dista mais que um triz
Lá,
Tudo o que esqueço, já fiz
Lá,
Onde reina a majestosa flor-de-lis
Lá,
Conheci a alegria da japonesinha Laís.
pq eu jah to c saudade q laís vai sair do curso!