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5.4.05
Rimas
o que não é poesia
sou, na verdade, rimador
que se esforça por ser versista
com mais insanidades do que se pode conter
e muito mais pra falar, do que o que eu consigo dizer
28.2.05
Vão-se minhas dores, minhas tristezas
Sou só eu, sem resguardos, ou armaduras
Vão-se minhas alegrias, disfarçadas ironias
Sobro eu, meus pensamentos infindos
Vão-se minhas ideologias, estereotipadas e mesquinhas
Derrubam-se as paredes que cercam meu interior
Vão-se minhas mínguas de hipocrisia
Mostram-se minhas faces, que são uma só
Vão-se minhas máscaras, meu sol-lá-si-dó
E o que resta agora se não eu?
Vão-se, então, minhas paixões, prisões no céu
Resguardam-se agora o sarcasmo e a trivialidade
Vão-se minhas lembranças, minha criança
O que mais? Acabou, acabei...
Vão-se minhas amizades, minha tradições
Sobrei só, eu, com uma coisa a mais
Coração, rumo deturpado duma vida sem estragos.
13.2.05
blind drawing
I can recognize something i can't see
here i've got the deepest of me
confusion, mistakes, whatever...
this is everything i want to say
this is everything, this is nothing
this is just a draw, or i don't know what it is
isso foi da aula de inglês depois de fazer um desenho cego ao som de Tchaikovski
20.1.05
Que ama aquilo que não pode ter
Beijo o brilho no olhar daquela moça
Que um dia esteve aqui
Ouço as vozes do amor impossível
Luto contra tudo o que se considera invencível
E venço,
Tendo por arma o lenço, daquela moça
Que não está aqui
Olho pros lados, mas meus louros não existem
São criação e são negação
São a vitória que nunca ocorreu
A marca de uma vida inútil
No mundo fútil que inconsciente criei
No coração daquela moça
que não está aqui
Então decidi fazer valer a pena
E de certo modo fiz
E dei adeus pra sempre a ela, àquela moça
que nunca, nunca esteve aqui
flor da lira
Eu não devia, mas fiz
Poesia pra aquela moça, ali
Que é, como a Flor de Lis
Bela
E é, como só ela,
Feliz
Ela que... ela que é vida
A flor da lira
É o encanto cuja alegria
Nem o meu mais saudoso pranto
Jamais apagaria
É, com certeza
A mais pura beleza
que hoje o meu olhar conheceu.
9.1.05
Hidrostática
Eu nunca soube direito o que sigo
Não digo exatamente o que pensei
Muito menos penso no que digo
A razão nada faz pela emoção
A emoção sequer conhece a razão
Quem me conhece não me vê em mim
Quem vê acha que não me conheci
Eu sou o inverso do que sou, não sou?
Eu vivo da maneira que eles morrem
Eu nunca estive aqui onde eu estou
Parado, as pernas tentam, não correm
Procuro, ao chegar, pelo que ficou
E sofro muito mais que os outros sofrem
acho q fiz tenatando fazer um soneto, mas nada de decassílabos....
q pena!
2.1.05
pra manu
caruaru
é uma terra bem legal
é a melhor
talvez só seja, pra mim, pior
q estudar na federal
lá tem uma gente interessante
vinda de todo lugar
duns interior bem distante
ou entao da capitá
...
tá incompleto mas dá pro gasto.
ps: Manu, tu foi mermo só uma citação vici! foi mal
tava brincando de escrever em ingles....
that headache that's never leavin..
it's probabily the thought of you
with which i have to start livin
and all my mistakes that should have never been forgiven
and all of our moments that should have never been forgotten
those moments that now the tears in my eyes are making me remember
and regret the words that came out of my mouth
and the actions i now wish i didn't do
cos maybe if i havent done all that
maybe we would have been happy....
maybe we would have been.....
maybe
pra tu lu!
Luciana me perguntou como poderia me chamar. de que apelido eu gostava.mas eu num tenho resposta pra isso! nem gosto de apelidos....acho que eles são só uma imagem de mim. ou melhor a imagem q alguem tem de mim.eu naum axo q sou bob, nem pião, rodrigão, gui, ou coisa alguma. ou sou?apelidos são uma versão da minha pessoa. versão q pode ou não ser definitiva.uma fase do meucomportamento difuso. uma fase que pode ou naum se concretizar em personalidade.mas por enquanto, nem eu sei qual dessas versões é a verdadeira. ou qual dessas fases prevalecerá.por isso lu, me chame como quiser, pois se eu não sei quem sou, num posso saber como qro ser chamado!
num eh bem oq vc qria, mas inda vem, naum se preocupe.
27.11.04
tudo
que Não durAm o que DeveriAm
Não são poesiA, não são música ou viDa. são Apenas sons
que Não vAlem aquilo que atribuíDo A eles
não são tão iNesquecíveis quAnto DeveriAm ser
são apenas tijolos, que fazem coNstruções abAláveis e Destrutíveis, vAzias
NA areia DA abstração
são NADA
o quê?
O que é um amigo?
Garantem uns que é aquele que nos é verdadeiro, companheiro
Independentemente
Mas não adianta tentar saber o que é, pois só
Aquele que é entende
16.11.04
...
Acredite, viva desse jeito
No nada, no estranho gosto da ilusão
Existindo no mundo da inexistência
Sendo morte
Sem ter sorte
Acreditando no desgosto da ilusão sem pertinência
..b..e..a..t..l..e..s..
..mortadela..
Paralelas tortas infindas
Não confunda suas idéias com as minhas
Janelas mortas indecisas
Não escreva suas letras na vinha
Aquelas derrotas bem-vindas
Não alimente sua mente com farinha
A mort’dela é a volta incisiva
...
Imagens perdidas em todo lugar
Verdades escondidas ao meu redor
Não, penso, não ajo, sou alma, sou pó
Sou negação do que eu era
Sou resquício de humanidade
Rogo por piedade, não vejo resposta
Escrevo o que vem na cabeça
Pra acalmar essa mente insana
Faço-a pensar que há saída
Faço-me pensar que ela me chama
Não há voz, nem amor que nela resida
Há apenas saudade, de seu lampejo
Da sua luz que um dia me iluminara
A poucos dias, por poucos dia
Por toda uma vida
sad old project of poetry
Prolixa situação.
Estúpida estação.
Se sente somente o sol.
A luz da vida se extinguiu.
O calor do amor se acabou.
Tudo se cala.
O vento vai embora.
Só o relógio não para.
Vai mais uma hora.
Agora.
Como se pode seguir.
Não há mais espaço.
A noite do dia chegou.
Não se consegue dar mais um passo.
A paz acabou.
A fé. Sustenta. Quase agüenta.
Suporta.
Por pouco se passa.
Podemos sentir um pouco.
Podemos viver um pouco.
Podemos todos.
Podemos tudo, aos poucos.
25.10.04
laís
Encontra-se quadro, régua e giz
Lá,
Todo espetáculo tem bis
Lá,
Coloca-se os pingos nos is
Lá,
Tudo é feito como se quis
Lá,
Existe o mundo das palavras que não se diz
Lá,
Vê-se que a vida pode ser feliz
Lá,
Ouve-se sempre o canto do perdiz
Lá,
Nada dista mais que um triz
Lá,
Tudo o que esqueço, já fiz
Lá,
Onde reina a majestosa flor-de-lis
Lá,
Conheci a alegria da japonesinha Laís.
pq eu jah to c saudade q laís vai sair do curso!
28.9.04
num sei
O pequeno se torna grande.
O estudante trabalhador.
A criança adulta.
O qrande pequeno.
O trabalhador estudante.
O adulto criança.
E por último: o vivo morto.
Talvez esta seja a única coisa que não muda. Nunca muda. O fato de que todo o resto muda. Mesmo que seja involuntariamente, ou relutantemente. Talvez veementemente. Tudo muda!