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20.1.05

Faço agora as vezes do poeta
Que ama aquilo que não pode ter
Beijo o brilho no olhar daquela moça
Que um dia esteve aqui
Ouço as vozes do amor impossível
Luto contra tudo o que se considera invencível
E venço,
Tendo por arma o lenço, daquela moça
Que não está aqui
Olho pros lados, mas meus louros não existem
São criação e são negação
São a vitória que nunca ocorreu
A marca de uma vida inútil
No mundo fútil que inconsciente criei
No coração daquela moça
que não está aqui
Então decidi fazer valer a pena
E de certo modo fiz
E dei adeus pra sempre a ela, àquela moça

que nunca, nunca esteve aqui

flor da lira

Eu não devia, mas fiz
Poesia pra aquela moça, ali
Que é, como a Flor de Lis
Bela
E é, como só ela,
Feliz

Ela que... ela que é vida
A flor da lira
É o encanto cuja alegria
Nem o meu mais saudoso pranto
Jamais apagaria

É, com certeza
A mais pura beleza

que hoje o meu olhar conheceu.


9.1.05

Hidrostática

Eu não sigo mais aquilo que eu sei
Eu nunca soube direito o que sigo
Não digo exatamente o que pensei
Muito menos penso no que digo

A razão nada faz pela emoção
A emoção sequer conhece a razão
Quem me conhece não me vê em mim
Quem vê acha que não me conheci

Eu sou o inverso do que sou, não sou?
Eu vivo da maneira que eles morrem
Eu nunca estive aqui onde eu estou

Parado, as pernas tentam, não correm
Procuro, ao chegar, pelo que ficou
E sofro muito mais que os outros sofrem

acho q fiz tenatando fazer um soneto, mas nada de decassílabos....
q pena!

2.1.05

pra manu

pra manu,
caruaru
é uma terra bem legal
é a melhor
talvez só seja, pra mim, pior
q estudar na federal
lá tem uma gente interessante
vinda de todo lugar
duns interior bem distante
ou entao da capitá
...

tá incompleto mas dá pro gasto.
ps: Manu, tu foi mermo só uma citação vici! foi mal

tava brincando de escrever em ingles....

what's this thing that out of the sudden starts to corrupt my mind
that headache that's never leavin..
it's probabily the thought of you
with which i have to start livin
and all my mistakes that should have never been forgiven
and all of our moments that should have never been forgotten

those moments that now the tears in my eyes are making me remember
and regret the words that came out of my mouth
and the actions i now wish i didn't do
cos maybe if i havent done all that
maybe we would have been happy....

maybe we would have been.....
maybe

pra tu lu!

Luciana me perguntou como poderia me chamar. de que apelido eu gostava.mas eu num tenho resposta pra isso! nem gosto de apelidos....acho que eles são só uma imagem de mim. ou melhor a imagem q alguem tem de mim.eu naum axo q sou bob, nem pião, rodrigão, gui, ou coisa alguma. ou sou?apelidos são uma versão da minha pessoa. versão q pode ou não ser definitiva.uma fase do meucomportamento difuso. uma fase que pode ou naum se concretizar em personalidade.mas por enquanto, nem eu sei qual dessas versões é a verdadeira. ou qual dessas fases prevalecerá.por isso lu, me chame como quiser, pois se eu não sei quem sou, num posso saber como qro ser chamado!

num eh bem oq vc qria, mas inda vem, naum se preocupe.


27.11.04

tudo

estas palavras são apeNas riscos num pApel De sedA
que Não durAm o que DeveriAm
Não são poesiA, não são música ou viDa. são Apenas sons
que Não vAlem aquilo que atribuíDo A eles
não são tão iNesquecíveis quAnto DeveriAm ser
são apenas tijolos, que fazem coNstruções abAláveis e Destrutíveis, vAzias
NA areia DA abstração
são NADA

o quê?

Será possível dizer
O que é um amigo?
Garantem uns que é aquele que nos é verdadeiro, companheiro
Independentemente
Mas não adianta tentar saber o que é, pois só
Aquele que é entende

16.11.04

...

Vá nessa...
Acredite, viva desse jeito
No nada, no estranho gosto da ilusão
Existindo no mundo da inexistência
Sendo morte
Sem ter sorte
Acreditando no desgosto da ilusão sem pertinência

..b..e..a..t..l..e..s..

Eu nunca pensei que fosse achar Beatles interessante. Meu irmão sempre os detestou. E eu, mais novo segui seus passos. A musica de que mais falávamos, como a mais idiota, é a que agora reconsidero. O seu título já me parecia meio estúpido: “I wanna hold your hand”. Não vou levar meu pensamento ao passado. Minha mãe já falou que garotas sérias só namoravam de mãos dadas, e só. Mas vou interpretar essa frase hoje, que é o tempo que importa. Reescrevendo a frase em português: Eu quero segurar sua mão. Não é a frase em si que considero interessante, mas o que ela me passou, o que acho que quer significar. Não interessa a ação, e sim a idéia. Pouco importa se é segurar a mão; beijar (a mão, o rosto, a boca); fazer cafuné; abraçar... O amor e o carinho são sentidos em todas elas. Mas a frase demonstra uma, que eu considero, das mais singelas, sutis, simples, únicas, e cheias de sentido. Tal qual é o amor, um sentimento simples e cheio de esplendor; sutil e grandioso; mas acima de tudo singelo e cheio de sentido. É isso o que interessa, não o fato em si, mas o que representa. Um beijo pode ser o que for, mas não deixa de ser um beijo. Algo que está tão banalizado (infelizmente). Mas passear de mãos dadas, esse é o tipo de sutileza que só existe com amor.

..mortadela..

Não seja confundido pelas linhas
Paralelas tortas infindas
Não confunda suas idéias com as minhas
Janelas mortas indecisas
Não escreva suas letras na vinha
Aquelas derrotas bem-vindas
Não alimente sua mente com farinha
A mort’dela é a volta incisiva

...

Lampejos da vida ao meu olhar
Imagens perdidas em todo lugar
Verdades escondidas ao meu redor
Não, penso, não ajo, sou alma, sou pó
Sou negação do que eu era
Sou resquício de humanidade
Rogo por piedade, não vejo resposta
Escrevo o que vem na cabeça
Pra acalmar essa mente insana
Faço-a pensar que há saída
Faço-me pensar que ela me chama
Não há voz, nem amor que nela resida
Há apenas saudade, de seu lampejo
Da sua luz que um dia me iluminara
A poucos dias, por poucos dia
Por toda uma vida

sad old project of poetry

Suspenso silêncio.
Prolixa situação.
Estúpida estação.
Se sente somente o sol.
A luz da vida se extinguiu.
O calor do amor se acabou.
Tudo se cala.
O vento vai embora.
Só o relógio não para.
Vai mais uma hora.
Agora.
Como se pode seguir.
Não há mais espaço.
A noite do dia chegou.
Não se consegue dar mais um passo.
A paz acabou.
A fé. Sustenta. Quase agüenta.
Suporta.
Por pouco se passa.
Podemos sentir um pouco.
Podemos viver um pouco.
Podemos todos.
Podemos tudo, aos poucos.

25.10.04

laís

Lá,
Encontra-se quadro, régua e giz
Lá,
Todo espetáculo tem bis
Lá,
Coloca-se os pingos nos is
Lá,
Tudo é feito como se quis
Lá,
Existe o mundo das palavras que não se diz
Lá,
Vê-se que a vida pode ser feliz
Lá,
Ouve-se sempre o canto do perdiz
Lá,
Nada dista mais que um triz
Lá,
Tudo o que esqueço, já fiz
Lá,
Onde reina a majestosa flor-de-lis
Lá,
Conheci a alegria da japonesinha Laís.

pq eu jah to c saudade q laís vai sair do curso!

28.9.04

num sei

Hoje me aconteceu uma coisa engraçada. Finalmente compreendi algo que sempre achei entender: as coisas mudam. Desde pequeno ouvi falarem sobre isso. Cantarem sobre isso. “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”. “eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes”. É realmente inevitável. Mudanças ocorrem, e, por mais que tentemos evitar, continuarão a ocorrer. Tudo muda, até nós mudamos.
O pequeno se torna grande.
O estudante trabalhador.
A criança adulta.
O qrande pequeno.
O trabalhador estudante.
O adulto criança.
E por último: o vivo morto.
Talvez esta seja a única coisa que não muda. Nunca muda. O fato de que todo o resto muda. Mesmo que seja involuntariamente, ou relutantemente. Talvez veementemente. Tudo muda!

23.8.04

Caminhos sem rumo
Corações sem vida
Vidas sem rumo
Corações. Oh, corações
Os rumos do ser
As batidas seguras
As viagens do nada

22.8.04

Pouco me importa a conversa alheia
A mulher que passeia
O verme na areia
O sol que clareia
Os girassóis na clareira
A dondoca que se maqueia
O sangue fora das veias
Os golpes de capoeira
Pouco me importa que o mundo não pare
Que ninguém repare
Que o casal se separe
Que o amor quase se acabe
Que poluam os ares
Que a ferida não sare
Que o meu time não marque
Que o meu medo me encare
Que nada se compare
Pouco me importa a história esquecida
A batalha perdida
As paixões mal vividas
A esperança rendida
A palavra reprimida
A trilha escondida
A alma retorcida
A discórdia das torcidas
A desilusão nas partidas

Lampejos da vida ao meu olhar
Imagens perdidas em todo lugar
Verdades escondidas ao meu redor
Não, penso, não ajo, sou alma, sou pó
Sou negação do que eu era
Sou resquício de humanidade
Rogo por piedade, não vejo resposta
Escrevo o que vem na cabeça
Pra acalmar essa mente insana
Faço-a pensar que há saída
Faço-me pensar que ela me chama
Não há voz, nem amor que nela resida
Há apenas saudade, de seu lampejo
Da sua luz que um dia me iluminara
A poucos dias, por poucos dias
Por toda uma vida

19.8.04

Escrever é fácil.

É rimar simples.
Para firmar espaços.
Ocupar os traços.
Tornando menores os fatores.
Fazendo pouco dos amores.
Destruindo esperanças.
Reinventando crianças.
Esquecendo futuros.
Desvendando o escuro.
Sabendo de tudo.
Tapando o sol com a peneira.
Vivendo da minha maneira.
Falando asneira.
Para leitores atentos.
A cada momento.
Olhando palavras.
Captando falácias.
Maquiando verdades.
Ultrajando vaidades.
É tudo.
Acabaram as linhas.
Que burrice a minha.
Pagina terminada.
Não falei foi nada.

On I b us

Solavancos, buraco, balanço
Reflexão fosca
Barulho, heterogenia, sujeitos
Pensamento confuso
Paradas, partidas, uma só rota
Caladas, luzes, uma só nota:
10!NTERESSE
Contra-mão, curvas...
A vida...Para onde se vira?