nem aqui nem lá
num outro espaço
que não dá lugar
nem à saudade nem ao conforto
me encolho
olho pra dentro
e vejo o que não senti
nem lá nem aqui
Páginas
29.7.08
25.7.08
hortelã
Há de sentir muita saudade
Beijo bala de hortelã
Do abraço exposto na cidade
Longas horas das manhãs
Há de lembrar dos fins de tarde
Em céu laranja o adeus do sol
E o sabor do chocolate
Em noites frias luva e lã
Do tempo tido como eterno no início da paixão
Pra sempre, sempre repetido nos sussurros do amor
Do sorvete dividido nas calçadas de verão
E dos segredos prometidos no primeiro réveilon
Deixa a vida lhe trazer recordações
(alvinho e ivor lancelloti) - fino coletivo
Beijo bala de hortelã
Do abraço exposto na cidade
Longas horas das manhãs
Há de lembrar dos fins de tarde
Em céu laranja o adeus do sol
E o sabor do chocolate
Em noites frias luva e lã
Do tempo tido como eterno no início da paixão
Pra sempre, sempre repetido nos sussurros do amor
Do sorvete dividido nas calçadas de verão
E dos segredos prometidos no primeiro réveilon
Deixa a vida lhe trazer recordações
(alvinho e ivor lancelloti) - fino coletivo
27.6.08
Festa do Band Aid: pra curar sua ressaca
mesmo que muitas correntes de email tentem descrever o que é ser amigo eu tenho kminha própria definição: é receber 156461354 vezes o mesmo convite pruma mesma festa que você já tinha confirmado presença há um tempão, e não só não se incomodar mas postar no seu blog bendito convite:
"Festa do Band Aid: pra curar sua ressaca"
O mês de Junho costuma ser o período de maior valorização das raízes regionais e da cultura tradicional pernambucana. Por todo Pernambuco se espalham festas regadas às manifestações mais tradicionais, valorizando a cultura popular de raiz. As festas juninas abrem espaço para os bacamarteiros, os coquistas, o forró pé-de-serra, a cantoria, a embolada. Mas passado o feriado de São João, as festividades seguem com mais escassez. O fim-de-semana de São Pedro costuma ser pouco lembrado.
Pensando nisso, o Coletivo Band Aid promove a festa de pré-lançamento do seu blog em homenagem ao santo padroeiro dos pescadores e detentor das chaves do paraíso. Que o velho São Pedro, arriminado de tanto ser esquecido pelos amostramentos de São João, resolveu abrir as portas do céu neste sábado, a partir das 15h, para quem se chegar no Bar de Salete, na Avenida Norte.
A "Festa do Band Aid: pra curar sua ressaca" vai reunir em uma mesma tarde a tradição dos poetas regionais, representados na figura do poeta Antônio Marinho, a embolada do coco com a apresentação do Mestre Galo Preto e o forró tradicional de pé-de-serra com a banda Pé-de-Calçada. O ingresso custa R$ 3 (três reais).
O Bar de Salete, também conhecido como Cantinho da Juli, é um recanto tradicional da Avenida Norte. Moradora no bairro de Casa Amarela, há mais de 20 anos, Salete oferece o próprio terraço para os visitantes que chegam para conferir seu arrumadinho e os seus caldinhos tradicionais. A vista panorâmica para a cidade do Recife é uma dos maiores agrados do bar, que conquista clientes fiéis. O Bar de Salete é a última casa de muro verde, na Rua Manoel Apolinário, n.º 158, transversal da Av. Norte, na altura da Concessionária Motoparts da Honda, logo depois do Sesc de Casa Amarela. O bar será especialmente decorado para a tarde com muito arrastapé, correio de amor, cerveja gelada e os quitutes de Dona Salete.
SERVIÇO:
o quê? Festa do Band Aid: pra curar sua ressaca
com quem: Antônio Marinho, Mestre Galo Preto e Pé de Calçada
quando: sábado, 28 de junho
onde: Bar de Salete (Rua Manoel Apolinário, 158, a rua da concessionária Honda na Avenida Norte)
quanto: r$3 (três reais)
hora: 15h
Coletivo Band Aid – Formado no início de 2008, o coletivo é um grupo de divulgação da música pernambucana. O grupo mantém um blog (http://coletivobandaid.blogspot.com), atualizado diariamente com a agenda cultural da cidade, destacando sempre os eventos e notícias das bandas locais com maior expressão da cultura da região. Contatos através do email coletivobandaid@gmail.com
Interessou? Pois elas tão sorteando ingresso. pode ir lá ver!
"Festa do Band Aid: pra curar sua ressaca"
O mês de Junho costuma ser o período de maior valorização das raízes regionais e da cultura tradicional pernambucana. Por todo Pernambuco se espalham festas regadas às manifestações mais tradicionais, valorizando a cultura popular de raiz. As festas juninas abrem espaço para os bacamarteiros, os coquistas, o forró pé-de-serra, a cantoria, a embolada. Mas passado o feriado de São João, as festividades seguem com mais escassez. O fim-de-semana de São Pedro costuma ser pouco lembrado.
Pensando nisso, o Coletivo Band Aid promove a festa de pré-lançamento do seu blog em homenagem ao santo padroeiro dos pescadores e detentor das chaves do paraíso. Que o velho São Pedro, arriminado de tanto ser esquecido pelos amostramentos de São João, resolveu abrir as portas do céu neste sábado, a partir das 15h, para quem se chegar no Bar de Salete, na Avenida Norte.
A "Festa do Band Aid: pra curar sua ressaca" vai reunir em uma mesma tarde a tradição dos poetas regionais, representados na figura do poeta Antônio Marinho, a embolada do coco com a apresentação do Mestre Galo Preto e o forró tradicional de pé-de-serra com a banda Pé-de-Calçada. O ingresso custa R$ 3 (três reais).
O Bar de Salete, também conhecido como Cantinho da Juli, é um recanto tradicional da Avenida Norte. Moradora no bairro de Casa Amarela, há mais de 20 anos, Salete oferece o próprio terraço para os visitantes que chegam para conferir seu arrumadinho e os seus caldinhos tradicionais. A vista panorâmica para a cidade do Recife é uma dos maiores agrados do bar, que conquista clientes fiéis. O Bar de Salete é a última casa de muro verde, na Rua Manoel Apolinário, n.º 158, transversal da Av. Norte, na altura da Concessionária Motoparts da Honda, logo depois do Sesc de Casa Amarela. O bar será especialmente decorado para a tarde com muito arrastapé, correio de amor, cerveja gelada e os quitutes de Dona Salete.
SERVIÇO:
o quê? Festa do Band Aid: pra curar sua ressaca
com quem: Antônio Marinho, Mestre Galo Preto e Pé de Calçada
quando: sábado, 28 de junho
onde: Bar de Salete (Rua Manoel Apolinário, 158, a rua da concessionária Honda na Avenida Norte)
quanto: r$3 (três reais)
hora: 15h
Coletivo Band Aid – Formado no início de 2008, o coletivo é um grupo de divulgação da música pernambucana. O grupo mantém um blog (http://coletivobandaid.blogspot.com), atualizado diariamente com a agenda cultural da cidade, destacando sempre os eventos e notícias das bandas locais com maior expressão da cultura da região. Contatos através do email coletivobandaid@gmail.com
Interessou? Pois elas tão sorteando ingresso. pode ir lá ver!
25.6.08
às vezes não adianta falar. repetir. as pessoas nem sempre estão dispostas a conversar. nem sempre estão querendo te ouvir. ele até sabia daquilo, mas teimava em falar. não se pensava que dessa vez sua voz teria um efeito diferente aos ouvidos dos outros. se achava que forçando parecer mais firme ou parecendo mais seguro daria uma força maior às suas idéias. sei que falava. e suas palavras tinha um som de súplica. pediam, imploravam para serem compreendidas. acho até que eram escutadas, mas não recebiam a atenção que ele queria que recebessem. e, pra falar a verdade, nem a mereceriam, se a tivesse. ainda assim, ele insistia. quem sabe um dia acertava.
22.6.08
iam as duas assim
brincando sob as ondas que o vento desenha
uma após a outra se colocavam
enchiam-se dos brilhos de si mesmas
se deixavam pintar pela luz e pela sombra
ora uma, outra de volta
iam felizes, me trazendo sorrisos
deixando em mim um cheiro
e uma lembrança de beleza imensa
brincando sob as ondas que o vento desenha
uma após a outra se colocavam
enchiam-se dos brilhos de si mesmas
se deixavam pintar pela luz e pela sombra
ora uma, outra de volta
iam felizes, me trazendo sorrisos
deixando em mim um cheiro
e uma lembrança de beleza imensa
Marcadores:
talitas marias rebecas e outros clichês
Hoje, depois de muito tempo resolvi ver um jogo de futebol na tv. Mas ver de verdade, como costumava fazer quando era adolescente. Fiquei apreensivo antes do começo do jogo. Não aquela apreensão de saber se o craque do time vai fazer aquele gol; ou porque o time adversário é forte; nem porque seu time do coração depende desse resultado pra se manter vivo na competição. Fiquei pensando como seria revisitar um velho hábito. Será que seria a mesma empolgação? A mesma adrenalina de quem grita baixinho pra não acordar os pais que estão dormindo?
Aí fiquei pensando. Será queu vou voltar a acompanhar o time. Torcer contra a equipe que está na frente no campeonato. Acompanhar todos os times da tabela jogo por jogo, pra imaginar como vai ser a próxima partida. Acho que a gente sempre se pergunta: como será que você seria se não tivesse perdido aquele hábito da infância ou da adolescência? Se não tivesse acabado aquele namoro, se não tivesse escolhido fazer jornalismo? Será que ainda seria a mesma pessoa, teria feito os mesmos amigos, comprado os mesmos discos e lido os mesmos livros? Será?
Foi pensando nisso queu esperei o jogo começar. Foi bom! Vez por outra me vi levantando o braço, sentindo aquele impulso de xingar o juiz. Comemorei dois gols contra o Vasco. E no intervalo ainda fui lembrado de duas decisões históricas (que lembro de ter assistido ao vivo em 1999 e 2000). Fiquei feliz com a vitória, vim na Internet olhar a classificação na tabela. Vi contra quem vão ser os próximos jogos, fui ver como as equipes vêm se apresentando.
Mas nem sei se vou ver o próximo jogo. Acho quessas coisas são sempre assim, né? Como uma recaída. Ficar de novo com aquela menina que você tinha dispensado; fumar só aquele último cigarro. Têm um gosto especial, talvez um saudosismo. Mas não é a mesma coisa. Não digo que foi decepcionante, mas não teve o mesmo efeito. Então eu penso: o que será que mudou? Ou, mais precisamente, quando foi que esse seja lá o que for mudou?
Aí fiquei pensando. Será queu vou voltar a acompanhar o time. Torcer contra a equipe que está na frente no campeonato. Acompanhar todos os times da tabela jogo por jogo, pra imaginar como vai ser a próxima partida. Acho que a gente sempre se pergunta: como será que você seria se não tivesse perdido aquele hábito da infância ou da adolescência? Se não tivesse acabado aquele namoro, se não tivesse escolhido fazer jornalismo? Será que ainda seria a mesma pessoa, teria feito os mesmos amigos, comprado os mesmos discos e lido os mesmos livros? Será?
Foi pensando nisso queu esperei o jogo começar. Foi bom! Vez por outra me vi levantando o braço, sentindo aquele impulso de xingar o juiz. Comemorei dois gols contra o Vasco. E no intervalo ainda fui lembrado de duas decisões históricas (que lembro de ter assistido ao vivo em 1999 e 2000). Fiquei feliz com a vitória, vim na Internet olhar a classificação na tabela. Vi contra quem vão ser os próximos jogos, fui ver como as equipes vêm se apresentando.
Mas nem sei se vou ver o próximo jogo. Acho quessas coisas são sempre assim, né? Como uma recaída. Ficar de novo com aquela menina que você tinha dispensado; fumar só aquele último cigarro. Têm um gosto especial, talvez um saudosismo. Mas não é a mesma coisa. Não digo que foi decepcionante, mas não teve o mesmo efeito. Então eu penso: o que será que mudou? Ou, mais precisamente, quando foi que esse seja lá o que for mudou?
2.6.08
luiz queria correr e dizer a ela que não. que não fizesse, que não fosse.
mas nao podia. não era a coisa deles. não era viver, assim.
ele a olhou de longe. parado naquele memso lugar onde dormiram por semanas. a via se afastar na grama ainda molhada. perdeu a vontade. baixou a cabeça. se ela estivesse a seu lado, lhe apertaria a mão. mas de longe não havia o que fazer.
ela, não sei que pensava. andava, se achava certa, creio. se determinava a não olhar pra trás. não hesitou sequer um passo.
ele aceitou seu lugar.
mas nao podia. não era a coisa deles. não era viver, assim.
ele a olhou de longe. parado naquele memso lugar onde dormiram por semanas. a via se afastar na grama ainda molhada. perdeu a vontade. baixou a cabeça. se ela estivesse a seu lado, lhe apertaria a mão. mas de longe não havia o que fazer.
ela, não sei que pensava. andava, se achava certa, creio. se determinava a não olhar pra trás. não hesitou sequer um passo.
ele aceitou seu lugar.
20.3.08
Maria
Eu me perdia nas ondas
Mar ia me levava
Eu no seu azul imenso
Me deixava sentir seu beijo
Mar ia me abraçava
Eu no seu sopro de vento
Me deixava absorver seu calor
Mar ia me levava
Eu no seu azul imenso
Me deixava sentir seu beijo
Mar ia me abraçava
Eu no seu sopro de vento
Me deixava absorver seu calor
25.2.08
fotossíntese
ela é jardim em queu me deito
pra fazer a sua foto
síntese das suas cores
escrita e síntese da sua luz
que me revela seu cheiro de campo
o sabor de seu fruto
e o brilho da sua flor
me deito
e me fixo nos seus grãos
me deixo agarrar por suas raízes
absorver e transformar em seiva
pra correr seu corpo
e virar orvalho em suas folhas
pra virar calor em meio à noite
e evaporar
pra fazer a sua foto
síntese das suas cores
escrita e síntese da sua luz
que me revela seu cheiro de campo
o sabor de seu fruto
e o brilho da sua flor
me deito
e me fixo nos seus grãos
me deixo agarrar por suas raízes
absorver e transformar em seiva
pra correr seu corpo
e virar orvalho em suas folhas
pra virar calor em meio à noite
e evaporar
15.1.08
13.1.08
tem sempre alguma coisa que anuncia a chuva forte. cada um prevê de um jeito. pra uns basta sentir os pássaros voando pesados, olhar as nuvens cinzentas, ouvir o silêncio. pra ele era um certo tom de voz, que vinha não se sabe de onde, ao seu ouvido e dizia que nada iria acontecer. quando ouvia essas palavras, era chuva na certa! o dia amanhecia nublado e quente e ele espirrava. e ao mesmotempo pensava que quem sabe dessa vez realmente não fosse nada, só sua imaginação.
então saiu de casa correndo, queria ver se impedia o céu de chorar. pisou do lado de fora e se molhou e passeou na chuva, querendo fazê-la parar de cair, e querendo ele também despencar.
então saiu de casa correndo, queria ver se impedia o céu de chorar. pisou do lado de fora e se molhou e passeou na chuva, querendo fazê-la parar de cair, e querendo ele também despencar.
30.12.07
6.12.07
primeira sessão de fisioterapia. você chega, preenche os papéis, espera na recepção, até que a fisioterapeuta te chama. uma galega de aparelhos nos dentes, que parece ter no máximo dois meses a mais que você, mas ainda assim é chamada de doutora, com toda a pompa que você só associa àqueles senhores carecas com estetoscópio no pescoço. primeiro passo, envolver sua mão numa manta aquecida por uma máquina de ondas térmicas.
dez minutos depois, quando sua mão já está bem quente, é a vez da ultrassom. sim, um aparelho de ultrassom que age no tecido inflamado. e pronto. terminou, até a próxima sessão. pra quem imaginou exercícos e repetições de estica e contrai, isso foi bem.. est.. diretente; mas faz você pensar em como as máquinas estão domindando o mundo.
dez minutos depois, quando sua mão já está bem quente, é a vez da ultrassom. sim, um aparelho de ultrassom que age no tecido inflamado. e pronto. terminou, até a próxima sessão. pra quem imaginou exercícos e repetições de estica e contrai, isso foi bem.. est.. diretente; mas faz você pensar em como as máquinas estão domindando o mundo.
27.11.07
em pé
entre cada solavanco
um sonho
o balanço do carro balança a carga
que vai e segue e pára e anda
sonha nos intervalos dos sinais
e vive a esperar sua hora de saltar
um sonho
o balanço do carro balança a carga
que vai e segue e pára e anda
sonha nos intervalos dos sinais
e vive a esperar sua hora de saltar
21.11.07
25.10.07
vinho
ela prende o fôlego e derrama o vinho
derruba o copo
derruba o corpo
tudo em volta se contorce
e ela cai
mancha a mesa, escorre pelo canto
pulsa em pingos
voando ao chão
o tinto corre
se liquefaz
o cheiro do álcool inebria
toda a sala
se embriaga
no ritmo de uma vaga
ela jazz
atura a fumaça e a luz do neon
anula a carne das veias
a garrafa cheia
de brilho e de vinho
se desfaz
sente o frio, sente a espinha
sente o atrito
em volta de si
sente um grito
e cai.
derruba o copo
derruba o corpo
tudo em volta se contorce
e ela cai
mancha a mesa, escorre pelo canto
pulsa em pingos
voando ao chão
o tinto corre
se liquefaz
o cheiro do álcool inebria
toda a sala
se embriaga
no ritmo de uma vaga
ela jazz
atura a fumaça e a luz do neon
anula a carne das veias
a garrafa cheia
de brilho e de vinho
se desfaz
sente o frio, sente a espinha
sente o atrito
em volta de si
sente um grito
e cai.
Marcadores:
talitas marias rebecas e outros clichês
Assinar:
Postagens (Atom)