Páginas

Mostrando postagens com marcador caderno de vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caderno de vida. Mostrar todas as postagens

25.1.11

de sol

como nunca na vida, acordou cedo. tão estranho naqueles dias, o sol apareceu. era coisa difícil de entender, mas aceitou. quem sabe era a vida virando sonho. daqueles doces, bons, de se lambuzar. então se levantou. abriu a cortina a janela e os braços. e sorriu. era um pedido-prece. presse despertar ser sempre assim!

27.9.10

algumas noites em salvador me alimentam. não se e a noite, a cidade ou a varanda. ou mesmo algum nutriente que paire no meio de tudo isso. sei que há nesse estado de coisas e nesse ar algo que me reflete. e eu sou ali. na noite, na cidade e na varanda. parado. e por mais que pense mil coisas bestas ou sérias, apenas passo pelas ideias.

eu cresço com o simples ato de ser ali.

23.9.10

22?

se eu já procurei a primavera em outros campos. hoje mal a vejo chegar. não vi flores, nem brisa ou calmaria. vi o memso que via ontem. e não espero mais que isso. não quero rotina. nem quero mudança de vida.

eu trabalho pra que tododia se repita.

21.9.10

vida,

favor andar sozinha quando eu der o play no dia e voltar pra dormir por mais duas horas. não precisa me esperar pra acontecer. quando eu quiser voltar aviso.

18.8.10

eu volto

eu chego em casa na noite da correria. eu trago o que posso comer. engulo a saudade com vontade de deixá-la sedimentar no corpo. não atinjo meus objetivos. e percebo que a rotina me alegra como nunca

17.6.10

decidi transformar esse blog em diário. mas não consigo colocar nele a minha tristeza em linha expressa. veloz demais apago qualquer letra. mas não esqueço. o que queria.

6.6.10

eu viajo

a partir de hoje esse blog também pode ser, oficialmente, um diário (um caderno de vida, já que não dá pra chamar de viagem). me impulsionou a vontade, ou a cobrança. ou simplesmente os tantos minutos de ‘viajo porque preciso, volto porque te amo’, que assisti no último domingo. minha primeira ida ao cine glauber (quase uma versão baiana da fundação), e sozinho – nem sei se por opção ou falta de esforço – mas felizmente sozinho.

em casa me perguntaram o que achei do filme. e pense que foi difícil dizer. por isso escondi esse post nalgum lugar, circulando, antes de conseguir escrever. mas fato é que praticamente não vi o filme: achei chato, confuso, e meio vamos arranjar alguma coisa pra justificar o dinheiro que gastamos viajando e fazendo essas imagens todas que estão completamente desconexas. mas ainda assim, acho ótimo que aquelas imagens tenham sido costuradas daquela forma e com aquela narrativa inventada pra justificar o dinheiro gasto.

sei que não pude parar de viajar eu mesmo no meu lugar. e pela primeira vez desde há muito tempo, parece que aceito meu despropósito. e sinto por isso. sinto que meu sertão é mais deserto, e nem as putas da estrada aparecem nesses últimos dias. sinto isso e sei que não viajo porque preciso. sei que não volto. eu amo? o geólogo não sabe fazer cartas de amor, mas ainda se arrepende. solta a vida pra buscar de novo. eu hoje não sei dizer.

eu não pulo daquela rocha em acapulco.