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29.10.11

falando comigo mesmo em inglês
esbarrei na mesma pessoa duas vezes no supermercado
talvez fosse o acaso
ou a falta de lucidez
talvez eu não consiga
ou ainda talvez
seja tudo isso e mais um pouco de uma vez

20.8.11

quanto mais a saudade aperta
mais eu olho pro alto
e vejo uma nuvem
em forma de pato
que já não está mais lá

sabe aquele sonho que a gente tem de voar
voou.

24.4.11

eu nunca entendi bem o processo
então hoje não sei bem o que faço
me lanço no mar
me jogo sem força
e ah! eu não vejo a hora
de conseguir voar

18.3.11

às vezes, quando só resta a vista. fechar os olhos parece uma boa opção. sentir é, segundo me dizem, um risco grande demais. mas às vezes, é o que se pode fazer com tanto espaço na vida.

15.3.11

me voltam aos poucos as imagens. a rotina das imagens. as imagens dos caminhos. me volto um pouco para o caminho. eu volto todo o caminho.

eu me perco todinho.

2.3.11

eu decidi fazer de conta que sei ser e viver
o flickr dizia que há quase um anoe u não fotografava e publicava. eu não dvidei. o sistema sabe bem oq eu diz. diferente de mim. que nem sei o que penso.

25.1.11

de sol

como nunca na vida, acordou cedo. tão estranho naqueles dias, o sol apareceu. era coisa difícil de entender, mas aceitou. quem sabe era a vida virando sonho. daqueles doces, bons, de se lambuzar. então se levantou. abriu a cortina a janela e os braços. e sorriu. era um pedido-prece. presse despertar ser sempre assim!

10.1.11

ano novo, de novo

ainda não é março. não é 22 de nada. mas eu, que não acredito em epifanias, vejo tudo com outras cores. me vejo novo no mundo inteiro. me lembro - e acho graça - de algumas certezas, de alguns pensamentos. eu sinto, com a pele e o coração. penso com outra cabeça. eu penso mais que isso. mas não quero falar.

eu quero, eu quero é viver.

24.10.10

obsessivo-possessivo

se tinha um problema sério com as palavras em geral, ficava especialmente desconfortável com os pronomes. difícil não perceber como ficava constrangido e sem rumo quando enfrentava a leitura ou era obrigado a utilizar em uma frase de um integrante do grupo gramatical em questão. não gostava nem um pouco do poder que os benditos tinham de querer incorporar a força das demais palavras e significados. não gostava nem um pouco de pronomes, definitivamente.

27.9.10

pigarro

sabia que da vida alguma coisa ficava. prendia assim mesmo mais do que podia conter. reusltado é que no engasgo mais que natural lhe doia mais a pele que a espinha. e aí que tossia, com força, pra rasgar da vida os instantes que gravou nas paredes do esôfago, no pâncreas. e se muito conseguiu foi uma gastrite.

respirar é preciso, mas quemd isse que a gente sabe.
algumas noites em salvador me alimentam. não se e a noite, a cidade ou a varanda. ou mesmo algum nutriente que paire no meio de tudo isso. sei que há nesse estado de coisas e nesse ar algo que me reflete. e eu sou ali. na noite, na cidade e na varanda. parado. e por mais que pense mil coisas bestas ou sérias, apenas passo pelas ideias.

eu cresço com o simples ato de ser ali.

23.9.10

22?

se eu já procurei a primavera em outros campos. hoje mal a vejo chegar. não vi flores, nem brisa ou calmaria. vi o memso que via ontem. e não espero mais que isso. não quero rotina. nem quero mudança de vida.

eu trabalho pra que tododia se repita.

21.9.10

vida,

favor andar sozinha quando eu der o play no dia e voltar pra dormir por mais duas horas. não precisa me esperar pra acontecer. quando eu quiser voltar aviso.

19.9.10

café demais cigarros de menos

eu puxo pelo rabo cada pedaço de palavra que escrevo. uma resenha essas coisas todas que me querem fugir. e eu, ainda mais, que quero fingir que quero estar aqui. que quero pular essa parte toda. de falar falar falar. balanço o joelho pra deixar as coisas pisadas no chão. uma ponta de cigarro na calçada. esmagada. coma força da ponta do pé na sandália. e nada. às vezes. quase sempre. eu queria ser só o ensaio. e nada. pra cuspir longe meus caroços de melancia. e nada. e poder dizer com toda a naturalidade da vida.

dizer bom dia e ver a fumaça da vida passar.

18.9.10

arreperreio

a barba cresce na velocidade dos dias. e falta pagar a água de coco do café da manhã. falta lembrar dos ovos e das borboletas soltas presas em seus casulos. mas quando a gente tem vontade. tem medo. e o sono da tarde vem tomar as noites. e aí nem adianta mais pedir. a disposição pra todas as coisas do mundo é pouco pro dia de hoje.

e eu só espero que o gosto do mirtilo dure um pouco mais na boca.

8.9.10

na caixa azul

ali no cantinho
achei uma fita amarela
quera pra ser lembrança dela
mas fica guardada em mim

1.9.10

chico e caetano

eu sou bipolar. e fico vendo acontecer, como se uma terceira pessoa, meus dois eus. e vejo uma briga que não para. a não ser quandeles escutam chico e caetano ao mesmo tempo. o nervoso acalma. e o contido salta.

23.8.10

eu sinto

eu sinto, desde ontem, quando as coisas pulam. como o sol minha cabeça. como crianças no balanço. com eu sem âncora.eu sei que tneho a noite toda. e por isso a aguardo chegar. a deixo passar. pra ver o tamanho do mundo. antes. pra ver o que eu posso. eu sei que é só.

18.8.10

eu volto

eu chego em casa na noite da correria. eu trago o que posso comer. engulo a saudade com vontade de deixá-la sedimentar no corpo. não atinjo meus objetivos. e percebo que a rotina me alegra como nunca